sexta-feira, 3 de julho de 2009

Brasil defende sua invencibilidade na Liga Mundial em novo duelo contra a Finlândia


Técnico Bernardinho aposta em confrontos difíceis na casa dos adversários

Há duas semanas, o Brasil sofreu para vencer a Finlândia na Liga Mundial 2009. Nesta sexta-feira, as duas equipes voltam a se encontrar. O técnico Bernardinho prevê mais dificuldades no caminho do time verde e amarelo, que ainda não perdeu na competição. Além de contar com a força de sua torcida, os adversários deverão entrar em quadra reforçados pelo levantador titular, Esko. A partida será realizada na cidade de Tampere e terá início às 12h30m (de Brasília). No dia seguinte, as seleções duelam mais uma vez, no mesmo horário.

Sempre cauteloso, Bernardinho garante que o time entrará em quadra consciente de que estará diante de uma das novas forças do voleibol mundial. O técnico aposta que, ao contrário do que aconteceu no Brasil, a Finlândia terá seus melhores jogadores em ação.

- Aqui provavelmente eles contarão com o levantador (Esko), que não jogou antes, e ele dá muita velocidade ao jogo. Hoje, a Finlândia pode vencer qualquer time no mundo, se estiver no seu melhor dia. Temos que ter cuidado com isso e entrar para dar 100% em quadra – alertou o treinador.

No entanto, o time brasileiro também terá uma vantagem em relação às duas partidas anteriores, quando ainda se adaptava ao retorno de Giba e Rodrigão.

- Em nossas duas primeiras partidas nesta Liga, estávamos passando por um momento particular, pois estrearam o Giba e o Rodrigão após um curto período de treinamentos. Agora, eles estão mais à vontade. O time vem trabalhando forte e está feliz, isso é o mais importante – analisou Bernardinho.



Com a experiência de 14 anos na seleção brasileira, Giba acredita que, assim como nas duas primeiras partidas, o time precisará de tranquilidade para voltar a derrotar os talentosos finlandeses.



- Acredito que as pessoas vêem o Brasil pelo seu passado, cheio de conquistas, mas estamos em um outro momento. Agora, estamos no mesmo patamar de vários outros times, assim como a Finlândia. Será muito complicado sair vencedor daqui, assim como foi nos jogos em nossa casa - afirmou.

Meninas do Brasil reencontram o caminho da vitória na Copa Pan-Americana


Comandadas de José Roberto Guimarães voltam a vencer após a primeira derrota em 2009. Dessa vez, a vítima foi a seleção peruana

A seleção brasileira feminina de vôlei voltou a encontrar o caminho da vitória, depois de perder para a República Dominicana. A derrota havia sido a primeira desde a conquista dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Nesta quinta-feira, as comandadas de José Roberto Guimarães fizeram o Peru de vítima na Copa Pan-Americana, disputada em Miami, nos Estados Unidos.




Mari sobe para atacar e marcar um de seus 12 pontos no jogo. O Brasil está nas semifinais do torneio
Sem dar chances ao azar, as meninas atropelaram as peruanas por 3 sets a 0 (25/11, 25/19 e 25/14), em 58 minutos de jogo, no ginásio da Universidade de Miami. Com a vitória, o Brasil está classificado para as semifinais e continua na luta pelo bicampeonato da competição.

Agora, as brasileiras enfrentam os Estados Unidos, numa reedição da final olímpica, nesta sexta-feira, às 21h (horário de Brasília). Apesar de repetir a decisão dos Jogos, as equipes que entrarão em quadra são bem diferentes, como destacou o treinador brasileiro. Na outra semifinal, a República Dominicana enfrenta o vencedor do confronto entre Porto Rico e Argentina.

- Os Estados Unidos passam por um processo de renovação assim como o Brasil. O trabalho está até sendo parecido. Eles estão aqui com um grupo que mescla jogadoras experientes, que foram vice-campeãs olímpicas, com jovens talentos. É um time, que como o do Brasil, tem muito para evoluir – afirmou Zé Roberto Guimarães.

A oposto Sheilla foi o destaque do Brasil. A jogadora marcou 13 vezes, sendo 10 deles de ataque. A ponteira Mari e a central Thaisa também foram bem, com 12 acertos cada. Após a partida, Sheilla destacou a atuação do Brasil.

- O time entrou bem concentrado e não encontrou dificuldades. Sabíamos que a equipe peruana joga totalmente diferente das outras seleções, com posições invertidas. Mas nós jogamos muito bem - disse a atacante.
Para a ponteira Mari, a classificação para as semifinais foi importante para recuperar a auto-estima do grupo. Ela afirmou ainda que a derrota para a República Dominicana foi boa para o grupo.

- Foi importante termos perdido antes de uma possível final porque mostra que não somos essa equipe imbatível que todos falam por aí. Se jogarmos mal, com certeza, vamos perder. Nosso time está passando por um processo de renovação - destacou Mari.



O Brasil jogou com Dani Lins, Sheilla, Mari, Sassá, Fabiana e Thaisa. Líbero: Fabi. Durante a partida, entraram: Ana Tiemi, Carol Gattaz, Joycinha e Natália.